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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

O Sentido da Vida

Necessito de você no meu mundo
Necessito de ver você feliz!
Necessito, pois te amo
De amor verdadeiro
E ver seus olhos brilhando não há nada que se iguale
De sentir meu coração palpitando e trêmulo
Não há que se pareça
Da angústia e do amor
De sentir muito e também ser sentido
De estar no mesmo sentido
Pois, te sentir é muito bom (é além dos próprios sentidos)
Contigo é completo
É sintonia de corações, de corpos e de alma
Você está no meu mundo e eu no seu
Pois nosso mundo é esse
Dos sentimentos e dos sentidos
Intensos e descomedidos
Lindos e felizes
É para isso que estamos aqui
É por isso que sentimos o que sentimos
É por isso que é incomensurável e inexplicável

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

UPPs e a verdade dos números




Não que se seja contra as instalações das UPPs mas a verdade dos números nos mostra uma realidade muito diferente do que o senso comum indica. As UPPs de alguma forma trazem suas benesses: são as UPPs sociais – talvez um dos grandes agregados – a sensação de tranqüilidade, que não pode ser desprezada pela importante influência psicológica, a aproximação da comunidade e principalmente a redução dos conflitos armados no interior das comunidades.
No entanto, um dos principais apelos que é a pacificação – que vem no nome da iniciativa – não está tão assentada assim. Comparando-se dados sobre as principais incidências criminais ou simplesmente ocorrências coletadas do ISP (Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro) entre as áreas que contam com UPP e as que não contam, o que se tem de fato é que a efetividade das Unidades não é das mais animadoras, basta dizer que das 39 ocorrências listadas em apenas 22 – ou seja um pouco mais que a metade – houve uma diminuição dessas incidências maior em locais onde há UPP do que em lugares que não as têm.
Alguns dados são até alarmantes, em locais – todo o entorno - onde há pelo menos UPP, houve um aumento de 92% de estupros comparando-se dados de setembro de 2009 e setembro de 2010, o que a priori não encontra justificativa plausível para tal fato. Outras variações, nos lugares de abrangência das UPPs, que devem ser consideradas são os aumentos de 49% das ocorrências de extorsão, +40% nas incidências de ameaças (vítimas), +34% de roubo de carga, +19% de lesão corporal dolosa, +10% em estelionato, +8% em roubo em coletivo, +6% em lesão corporal dolosa e até aumento de 22% no cumprimento de mandado de prisão que presuntivamente pode, neste último caso, ser até um dado positivo (ou não?).
Mas, pode-se notar que em sua maioria as variações das incidências nas áreas com UPPs foram para bem, com diminuições entre boas, razoáveis e estabilidade. O problema maior é quando se comparam estes padrões indicadores com as mesmas ocorrências em locais onde não há UPP. Exemplos são vários: homicídio doloso, com UPP: -5%, sem UPP: -24%; roubo de aparelho celular, com UPP: -10%, sem UPP: -23%; furto de veículos, com UPP: -12%, sem UPP: -18% e prisões, com UPP: -1%, sem UPP: -13%. Ou seja, as UPPs em si não tem feito tanta diferença nas diminuição ou não da criminalidade.
O que vem se tentar mostrar nesse alerta não é a idéia de que as UPPs são ruins ou de que elas não cumpram seu papel de melhoria na qualidade de vida da sociedade, mas que é ainda pode ser cedo para se avaliar que elas são a solução, como vem se apregoando. Podem sim ser, no entanto além de ser prematuro, não sugerem – através dos números – que seja a única e mortal arma contra os crimes no nosso estado.

Fotos: Karina Junqueira

Gráficos:

Gráfico Estupro:

Gráfico Homicídio Doloso:

Estatísticas:

Dados sobre as Ocorrências: "Com UPP" e "Sem UPP"



terça-feira, 14 de setembro de 2010

És Tu

Persigo seus olhares
Sei que parece meio brava
Mas fazer o quê?

Seus olhos me perseguem
E sua presença é inquestionável

Pele clara
Cabelos lisos
E olhos que buscam

A retorcer o lençol
Amassando-o
Espreme-se
Fecha os olhos e sente.

Abre vagarosamente
Olhando-me e brilhando em contentamentos
Sorri com o corpo todo

Ri agora de satisfação.
Mostra-se mais que nua estando
Invado-a em mais um ímpeto
Um misto de dor e prazer se sobressai em seu rosto
Contrai os olhos, mas deixa transparecer o sorriso em sua boca.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Penitência


Por penitência atravessei a cidade à pé.
Por penitência ignorei minha dor.
Por penitência me exasperei em desespero.
Por penitência enfrentei o medo.
Por penitência me desesperei.
Por penitência briguei, lutei e me machuquei.
...............
Por penitência chorei, solucei, me acabei.
...............
Por penitência fiz tudo de ruim que era possível.
...............
Por penitência me recriei.
...............
Por acreditar na justiça.
Por acreditar no amor.
...............
Para escrever este texto.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tomado

A pele macia, no toque a vibração do coração, a taquicardia decorrente da proximidade de um maior contato mais íntimo lhe causava suores. Seu corpo reagia de maneira aparentemente desordenada, a cena tomava conta de seus pensamentos e suas ações, tremia ao mesmo tempo que sua cabeça só elaborava o próximo passo. Avançava cautelosamente, suas mãos percorriam as pernas até chegar à curva das nádegas. Olhava atentamente em êxtase o seu o objeto de desejo. Em harmonia estavam as curvas, os pêlos quase transparentes, a marca de biquíni que contornava o delinear dos músculos e a pele. O branco onde o Sol havia sido bloqueado fazia parecer que o delimitar corpóreo era ainda mais perfeito. Vinha da altura do fim das costas aberto e ia fechando se mantendo eqüidistante dos glúteos até que abruptamente fechavam e se perdiam no vão. À frente, os pêlos pubianos em parte raspados, concluíam somente uma faixa retangular que ia descendo até alcançar o sexo. Aparentava tudo programado para seduzir e alucinar quem a contemplava.