quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O Rádio e a Comunicação
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Similaridades
Trecho de Carta para Carolina - Machado de Assis (2 março de 1868)
terça-feira, 3 de julho de 2007
A Felicidade
“Reflitamos sobre o que realmente tem valor na vida, o que confere significado à nossa vida, e fixemos nossas prioridades com base nisso. O propósito da nossa vida precisa ser positivo. Não nascemos com a finalidade de causar problemas, de prejudicar os outros. Para que nossa vida tenha valor, creio que devemos desenvolver boas qualidades humanas essenciais – o carinho, a bondade, a compaixão. Com isso nossa vida ganha significado e se torna mais tranqüila, mais feliz.”
Dalai Lama
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Marx: frases e idéias
“O homem feliz é aquele que faz os outros felizes” aos 17 anos;
“Obstáculos e dificuldades impõem ao homem um destino nem sempre desejado” aos 17 anos;
“A liberdade número um para a imprensa consiste em não ser ela uma indústria.”;
“A teoria também se transforma em uma força material quando se apodera das massas.”;
“As religiões, em geral, são um protesto contra a vida insatisfatória que é dada aos homens.”;
“O desenvolvimento do trabalho criador aparece, assim, aos olhos de Marx, como uma condição necessária para que o homem seja cada vez mais livre, mais humano, mais dono de si próprio.” – Leandro Konder;
“A classe que exerce o poder material é, ao mesmo tempo, o seu poder espiritual dominante.”;
“Em sua ascensão, o proletariado prepara a instauração de uma nova sociedade, na qual a propriedade privada e a divisão social do trabalho tendem a se extinguir.” – Marx por Leandro Konder;
“O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte da produção social; suprime apenas o poder de, por meio dessa apropriação, explorar o trabalho alheio.”.
Fonte: Marx: Vida & Obra (KONDER, Leandro)
Veja também: Resenha do Livro: Marx: Vida & Obra
domingo, 29 de abril de 2007
Acanalhados
Miranda nunca a tivera, nem nunca a vira, assim tão violenta no prazer. Estranhou-a. Afigurou-se-lhe estar nos braços de uma amante apaixonada: descobriu nela o capitoso encanto com que nos embebedam as cortesãs amestradas na ciência do gozo venéreo. Descobriu-lhe no cheiro da pele e no cheiro dos cabelos perfumes que nunca lhe sentira; notou-lhe outro hálito, outro som nos gemidos e nos suspiros. E gozou-a, gozou-a loucamente, com delírio, com verdadeira satisfação de animal no cio.
E ela também, ela também gozou, estimulada por aquela circunstância picante do ressentimento que os desunia; gozou a desonestidade daquele ato que a ambos acanalhava aos olhos um do outro; estorceu-se toda, rangendo os dentes, grunhindo, debaixo daquele seu inimigo odiado, achando-o também agora, como homem, melhor que nunca, sufocando-o nos seus braços nus, metendo-lhe pela boca a língua úmida e em brasa. Depois, um arranco de corpo inteiro, com um soluço gutural e estrangulado, arquejante e convulsa, estatelou-se num abandono de pernas e braços abertos, a cabeça para o lado, os olhos moribundos e chorosos, toda ela agonizante, como se a tivessem crucificado na cama.
A partir dessa noite, da qual só pela manhã o Miranda se retirou do quarto da mulher, estabeleceu-se entre eles o hábito de uma felicidade sexual, tão completa como ainda não a tinham desfrutado, posto que no íntimo de cada um persistisse contra o outro a mesma repugnância moral em nada enfraquecida.
Durante dez anos viveram muito bem casados; agora, porém, tanto tempo depois da primeira infidelidade conjugal, e agora que o negociante já não era acometido tão freqüentemente por aquelas crises que o arrojavam fora de horas ao dormitório de Dona Estela; agora, eis que a leviana parecia disposta a reincidir na culpa, dando corda aos caixeiros do marido, na ocasião em que estes subiam para almoçar ou jantar.
Trecho de "O Cortiço" – Obra de Aluísio de Azevedo – Publicado em 1890.