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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Nahe

Encontrei-a no carnaval, estava surpreendentemente sozinha. De shortinho de pano um pouco folgado (e blusinha vermelha) como era seu estilo, com seus passos deixada ora mostrar um pouco mais, ora escondia alguns dos objetos do seu desenho. No entanto, a indumentária, de jeito meio amassado, não deixava de dar uma visão erótica de como era seu bumbum, pequeno, firme e redondinho. Ela sempre me deixou louco, e tenho quase certeza de que ela sabia disso. A olhava com desejo e Nahe se esgueirava. Fugia, mas ao mesmo tempo se deixava ser cobiçada. Magra, de cabelos lisos tinha um corpo sem extravagâncias e exageros. Pernas um pouco grossas, peitos médios e barriguinha sem saliências. Voltando à rua, vi-a caminhando meio perdida e estava mesmo. Havia se soltado de um grupo. Agora, estava ali desamparada e esperando o seu caçador. Olhei-a de cima a baixo, meus olhos percorreram-lhe as pernas brancas e acompanhando suas curvas me excitava imaginando-a nua, primeiro ali mesmo, depois numa cama de motel daquelas bem espaçosas. A tela que vinha era ela de bruços deitada, com uma suave marca de biquíni acentuando sua cintura fina, com os cabelos jogados para um lado se apoiando com um dos cotovelos e olhando para trás como que me convidando às lascívias.
Pois bem, fui ao encontro dela, toquei-a primeiro na cintura como que sentindo suas carnes, que tesão. Olhei-a bem nos olhos, como era grande o desejo de beijá-la já naquela hora. Minhas vontades não eram só sexuais, tinham também algo de tê-la, sentir ela e tocar em todo seu corpo. Encostar tudo meu em tudo dela. Coloquei a mão em seu rosto e dei um sonoro oi, puxando para um beijo vendo como seria aceito, visando ora seus olhos, ora seus lábios. A cobiça era enorme, uma boca tão próxima ficava irresistível. Veio novamente à mente Nahe totalmente nua, agora de frente, imaginei seus seios pequenos e brancos com bicos rosados, a penugem dourada em suas coxas e subindo...seu sexo com escassos pêlos em tons castanhos. A representação daquilo, mesmo que ainda não desnuda, me deixou louco. Descontrolei-me com seus lábios tremendo e beije-os primeiro com suavidade depois mais forte e puxei-a contra meu corpo, já reteso, com delicadeza para depois apertar lhe seus peitos e seu quadril aos meus. Foi instantâneo, nossos corpos estavam entregues, agora era questão de pouco tempo para conversarmos e finalmente realizarmos nossos sonhos em uma cama.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Depoimento

Fê,

em sua pele me pego em devaneios, deslizo minhas mãos pelas penugens das coxas para devagarinho teu sexo encontrar. Molhada, trôpega, tremendo em prazeres sinto seu corpo num toque meu. Arrepios dos pêlos das pontas dos dedos meus provocados. Assinto com o meu membro que rispidamente se endurece num contato com suas leves e pequeninas mãos. Me junto a você e de vontades nos conduzimos. Num ritmo lento e depois frenético e bem entoado. Penetro-te e seus olhos primeiro se reviram, depois se fecham para melhor sentir. Acendem dois brilhos verdes e os admiro e morro em êxtase e amor!

L.

sábado, 10 de novembro de 2007

Encontro

Se falas das mãos, digo sobre a alma.
Das almas amorosas, empertigadas de amor
Criaturas de encontros na escuridão
Entregues, completas, sem temor

Dos toques e olhares ternos
Um mundo crível, o externo
Aqui tudo maravilhoso
Envolto em prazer, gozo!

No dormir um encantamento
Jamais sentido e percebido
Totalmente saídos do corpo
Sonhados momentos de vida

Criados na mente, realizados
Em tempos remotos, não! Já!
Venha cá
Venha me amar

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Pureza

Quando te vejo entre os lençóis, o primeiro sentimento que vem é a ternura. Olho para teus cabelos e os acaricio. Sinto a energia ao tocar.

Fico absorto. Querendo o teu ser. Sentir tuas emoções. Transmitir amor.

Nas pernas deslizo minhas mãos. Subindo. Nas costas a cintura e o arrepiar do teu corpo. Mexendo contigo, um requebrar e um sorriso se mostram. Aquecem.

Pelas coxas vai caminhando meu olhar, percorre. Vai profundo o desejo. O tesão. Em ti vou me encostar. Sentes minha pele febril, se acomoda, encaixa.

Nas curvas que presencio a tua nudez, percebo a beleza da mulher que um dia vi menina. Nas rendas o charme da garota que seduz e chama para o amor. Mulher. Vontades. Menina. Carinho. Proteção. Mulher. Bem-querer!

Pureza.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Amor infinito

Qual a menina passeia
Navego sem ficar mareado
Do barco me granjeia
Alegre, me sinto amado

Ela vem por aí, vagueia
Mesmo no trabalho duro
O amor sempre semeia
Aqui e agora, no futuro

E até de noite exaurido
Remexo de lado e doutro
Sou sempre seu marido

Na cama me sinto outro
Aclimatado em pernas
De felicidades eternas

domingo, 7 de outubro de 2007

Scraps

Fez-se o amor num instante
Longarinas rascantes
no mar revolto
Tomo, e absolto

Foi-se chegando, tomando
espaço, se firmando
Repentinamente lá estava
Coração em punho ocultava

Sons Meireles, oitava
Violinos se escutava
Alma se abria
Momento se repartia

Vestido e fantasia
Amor, dedicação
Tudo nela queria
Veio meu furacão
----
Uma poesia se aclama
Vêm de todos a quem ama
Busca no ser um sentimento
Forte e terno momento

Se acomoda no peito
Na intrépida Fortaleza
É largo amor, sem estreito
Na mais interior beleza
----
Oh! Bálsamo encantado dos suores seus
Embala meus sonhos, me alivia
Nos corações a entrevia
Dos amores de Julietas e Romeus
----
Encontro-te
Abraço-te, te elevo
as perninhas balançam no ar
O beijo vem forte e profundo
de saudades
Os lábios se expandem
A felicidade toma conta
Está nos rostos
Igual ao do “porta-retrato”
Os olhos brilham de Amor
Os corações apertadinhos da manhã
Mudam o compasso
Tocam ao som dos violinos
Depois vêm os tambores e
as guitarras estridentes
Para ao final voltar ao piano
Da ternura.
----
Te quero muito mulher
Com todas as forças te quero
Compartilhar todos os momentos, te quero

Apertar-te, te quero
Abraçar-te, te quero
Beijar-te, te quero

Olhar-te, te quero

É muito bom ser amado por você.
E retribuir com o que há de melhor em mim,
meu amor.
----
Entre suas pernas me entrego
No céu áureos coruscantes
Vejo estrela Vega mesmo cego
Sinto suas mãos e boca devorantes
----
A busca do poeta

Em frente à mesa
O poeta em busca
Da rima, ele arranja
Não mais o ofusca

A palavra vem, sai
Some, é fugidia
Mas, não se esvai
Ela já está ali

Olha para ela
A sente, percebe
Nota sua aura
“Voa” pirabebe!
----
Sonhos na Noite à Meia Luz

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha
----
Quando o Sol raiar
O seu brilho será mais intenso
E as raparigas se ofuscarão
As barcaças passearão
No Rio Tejo

O Minho estará aceso
Numa explosão de alegrias
As gurias te olharão
Como uma rainha
Que és e sempre serás
No meu coração
----
Agora

Quero te inundar de beijos
Sentir teu corpo
Abraçá-lo e sentir te junto a mim
Num abraço apertado perder a noção de tempo
Puxar os sentimentos mais fugidios para dentro do meu ser
Captar as boas vibrações vindas dos céus
Transmitir a ternura dos deuses
Passar o que há de melhor no mundo para você
Poder no amor te dar a alegria mais completa
Fazer-te a mais feliz das criaturas
Tudo e agora!
E sempre!
----

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sonhos na noite, à meia luz

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Os dois

Deslizam
Esfregam
Rasgam
Enfeitam a noite com sorrisos e beijos
Correm para o amor
Enfeitiçam os transeuntes
Trazem felicidade e bom humor
Aplausos
Gracinhas
Piadas
Gracejos
Par romântico como pouco se vê na cidade
Transbordam viver
Agradam
Bonitos de ser ver
Beijos amorosos
Carinhos ternos
Apertos sensuais
Enamorados
Parecem que quase não vêem
Rodam em volta de si mesmos
Olham
Entreolham-se
Pensam no anoitecer
Acordam na manhã
Distraem-se
Risos
Bobagens
Alto astral
Querem o bem-querer
Dividiriam se possível fosse
Amigos e carinhos
Andam aqui e ali
Param só para ósculos
Frenéticos, agitados
Combinam-se
Saudades mesmo antes do desencontro
Coração amargurado na manhã
Felizes no dia seguinte
Vai o ciclo do amor

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fê - VI (cinco minutos)

Mais bela que as mais belas
Bela de espírito, bela de corpo
Sublime na cama e nas pernas
Não canso nem tropo

Ficamos felizes juntos
Brilhos nos verdes olhares
Nas salas e no mundo
e para sempre nos mares

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Deusa Grega

Nua, decidiu como numa brincadeira se envolver no lençol e traçar contornos de uma fantasia de Deusa Grega. Linda, se admirando no espelho fiquei a admirá-la. Num amplexo, peguei-a e num momento juvenil, me atirei na cama, puxando-a comigo com seu corpo por cima. Abracei-a mais forte com desejos de carinho. Ficamos ali por alguns momentos nos olhando pelo espelho instalado no teto, nos querendo e gostando. Risadas divertidas foram dadas e rolamos pelo colchão bagunçado em alegrias, ternuras e muito amor.

Fê - II

Feita de amor. Febre de desejos. Fecunda de carinhos. Feição das mais lindas de se olhar. Meu alimento, com faces de arroz. Feiticeira que embalou meu coração. A felga que sempre quis ter. Felícia pura. Fêmea em todas as acepções. Minha melhor felação. Fenaquita. A fenda que gosto de penetrar. Fenômeno vindo do passado, mas devastador. Fera na cama. Feromônio do meu ser. Fervor de paixão. O melhor da festa. Fetichismo no seu ser. Fê é fogo!

domingo, 22 de julho de 2007

Fê


Elaine De Kooning House & Studio (Sunroom View) - Elaine de Kooning
Onde você está? Inda sinto o seu cheiro, sua tez, o acariciar das suas pequeninas mãos pelo meu corpo, no meu sexo. E o gosto dos beijos suaves e ardentes. Os cabelos lisos se debruçando pelo meu rosto no ato ou simplesmente recostados no meu peito. O sabor da sua vagina na ponta de minha língua. As paredes de sua vulva acolhendo e abraçando com força meu falo. Saudades dos seus olhos bem abertos me olhando, reparando ou às vezes fechados procurando sentir-me mais e mais. Onde está você?

Que meu pensamento voe até aí e te traga carinho e bem-querer. Que te busque, transmita desejo e esperança renovada para seu dia. Forças e idéias. Fortaleça-as, solidifique-as. Quanto carinho e tesão tenho por você! Querida, aqui longe tudo fica mais triste sem a sua presença. Cuide-se. Preserve seu lindo sorriso. Chame a alegria. Pense em mim, pois logo-logo estarei contigo. E como sempre te trazendo toda a minha felicidade, a vontade de estar em sua companhia. Alegrias facilmente percebidas nos meus olhos ao te avistar. E depois vem tudo aquilo que sabemos: os abraços quentes - que também esquentam a alma – os beijos e... Por onde anda você? Queria-a aqui, apoiá-la em minhas mãos e no meu imenso amar.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

É outono?


Autumn Music - Michael Gorban
Ao longe as verdes folhas caem. O verniz de cada uma refletido aos raios do Sol me lembra o brilho dos seus olhos sorridentes.
É inverno eu sei e meu coração anseia pelo calor do seu corpo. Quer o carinho de suas mãos e o aconchego do seu ventre.
Sou verão e te aqueço nos amplexos cinturados e nas cópulas vespertinas. Febril como nosso romance.
É primavera e nosso amor é um sonho. Desvairo de carinhos e desejos.


Autumn - Marilyn Greenberg

domingo, 1 de julho de 2007

Erótico?


Fanciful Dreams - Giuseppe Dangelico Pino
Minha amada batia à porta. Levemente suado eu já estava sem camisa. Pedi que aguardasse um tempo para me decidir se iria ou não colocar algo. Abri a porta e a vi recostada à soleira da porta com um sorriso cheio de amores. Abraçamos-nos e ficamos nos beijando e nos desejando por alguns minutos. Aos poucos, com o calor do amplexo, gotículas se formavam às suas costas. A saudade era tanta que não dera tempo de sequer tirar o casaco ou de retirar a bolsa que continuava dependurada em seus ombros. E vinham mais beijos suaves, fortes, ternos e também sacanas. Mordiscadas nos lábios e possessão de línguas. Em pouco tempo, já nos sentíamos mais felizes por causa do nosso encontro. Mágico como sempre. Alegre, feliz e cheio de prazeres. Deleites da carne, do íntimo, do amor que sentimos um pelo outro. O que queríamos era estar juntos. Custosas são as ocasiões de nos reaver. Na maioria das vezes se concretizava em nossos planos. Então, era agora mais uma rara vez.

Saí um pouco do transe. E ao me deparar com a porta ainda aberta, puxei-a pela chave e a fechei. Não queria compartilhar com mais ninguém aquele momento. Ao mesmo tempo em que ainda a envolvia com um dos braços, rodei a chave, finalmente tranquei a porta. Depois lhe tirei a bolsa dos braços, comentei qualquer coisa sobre minha saudade e sobre os suores às suas costas. Ela me disse: “Eu te adoro”. Talvez seja a frase que eu mais tenho escutado dela durante essas poucas semanas. Dias esses em que nos encontramos, fazemos amor, conversamos, bebemos, jantamos, almoçamos, vamos ao cinema ou caminhamos juntos pela cidade. Puxei-a pelo corpo suavemente mais para dentro do quarto. Depositei sua bolsa na penteadeira e pedi que tirasse o casaco. Estávamos absortos um no outro.

Empurrei-a na cama. Pediu-me que fechasse a greta que ainda havia por entre as cortinas do quarto. Fechei. Voltei-me para ela. Linda, estava debruçada na cama. Tirei rapidamente seus sapatos e os meus. Mergulhei por cima dela, enchia-a de beijos e rocei meu corpo e meu sexo em suas coxas ainda vestidas pela surrada calça jeans. Levantei um instante, abri-lhe a calça e ela levantou as pernas me ajudando para que eu a despisse para que a deixasse de calcinha. Tirei minha calça, estava agora só de roupas íntimas, mas logo decidi tirá-la também. Aquela visão dela deitada sorrindo apenas de calcinha e blusinha já me tirava do sério. Fui despindo-a com calma e muito desejo. A cada momento eu a olhava, e percebia a satisfação daquele momento em seus olhos. Finalmente a despi completamente. A hora de tirar a calcinha sempre foi um momento especial para mim. É o momento da entrega, do desvendar o mundo da mulher. Do segredo mais íntimo, de perceber a vontade de estar comigo e de sentir o desejo de ter-me por inteiro. Valorizo muito esse instante, olho atentamente para os pêlos pubianos, e para o desenho do ventre. É especial. E estar com ela é sempre especial. Já totalmente excitado toquei-a tentando perceber se ela já estava excitada e preparada tal qual eu me encontrava. Levemente molhada, sua vulva ansiava por ser penetrada. Puxei-a mais para cima da cama, pois ainda estávamos muito na beirada. A quis com tudo, fui brando, mas forte, penetrei-a e a vi sentindo meu sexo explorando sua vagina. Ela já se contorcia, fechava os olhos, eu chegava ao seu fundo. Sua face mostrava que um misto de dor e prazer se misturavam naquele momento. Às vezes ela espremia os olhos demonstrando que eu a tocava profundamente. Mas, apesar dessa mostra de toque mais intenso ela gostava, pois estava completamente preenchida.

Ficamos algum tempo nos beijando e nos movimentando durante o ato. A virei e a puxei agora ela vinha por cima. Em movimentos ritmados ela ia e seguia se roçando e sendo penetrada. Eu enrijecia a barriga e as pernas para lhe proporcionar mais prazer. Facilitava que seu clitóris pudesse se roçagar em mim. Às vezes ela parava, mas eu a puxava querendo-a mais. Em pouco tempo ela estava a berrar demonstrando seu prazer naquele “exercício”. Suas expressões faciais mostravam-na em êxtase, seus braços descontrolados me enfiavam as unhas nos meus. Estava mais solta do que de hábito e isso me excitava demais, seus gritos de prazer eram mais intensos e altos. Eu adoro isso. Meu sexo estava rijo e cada vez mais inchado por causa do que o momento me proporcionava. Ela já estava quase gozando e começou a parar com seus movimentos, mas em contrapartida eu não a deixava que fizesse isso, puxava-a com força pela cintura. Trazia-a de modo a se esfregar em meu corpo. Ela vinha... E... finalmente gozou. Mas, não satisfeito a explorei mais, continuei sozinho em penetrações e fricções. Uma de suas pernas se afrouxava, mas eu a continha com o joelho, queria-a ainda mais. Veio então o segundo gozo. Ela pedia que parasse. Seus urros de prazer já eram descontrolados, muito mais altos do que de costume e se superavam com o tempo. Seus cabelos estavam consumidos pelo suor. Sua barriga, encharcada. Seus seios tesos. As pernas ainda vacilavam querendo se desdobrar de forma a se deitar completamente por cima de mim. Mas, em meio jeito insaciável de lhe dar prazer eu não o permitia. Ela já estava cansada, ofegante, com o coração palpitando. Puxei-lhe mais algumas vezes em ritmados deslocamentos. Veio o terceiro gozo. Ela desabou por cima de mim. Não havia mais o que pudesse ser feito. Em êxtase pedia-me que a abraçasse. Seu coração pululava, eu sentia seus batimentos descompassados com seu corpo inteiro colado ao meu. A satisfação me veio ao rosto. Eu estava feliz. Fizera-a mulher. A da minha vida, ela tinha novamente muito prazer. Se eu pudesse a teria sempre assim, desgovernada em prazeres e loucos momentos de êxtase e tesão. Amo e sempre lhe darei prazer.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Perfeitos um para o outro – Parte I


Motel Window - John Barnes Dobbs
Na penumbra, abraçados, se avistavam no espelho do teto. O casal de médicos, conhecidos de longa data, estava esgotado. Fora uma intensa e às vezes selvagem união completa dos corpos que sempre os deixava felizes, com ares de paixão, carinho e amor. Nesse momento admiravam um ao outro refletidos e as carícias aconteciam suaves. Encaixados, ainda suavam com o calor de alguns minutos de intensa troca de beijos, abraços e movimentos libidinosos. Mais que a felicidade do momento eles percebiam o quanto se gostavam e como o ato entre os dois era perfeito. Fazia pouco mais de um mês que se aventuraram em suas primeiras experiências buliçosas e já se encontravam muito bem na cama. Como jamais havia se visto.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Devaneios


In My Dreams - Orlando
Conheci-te numa beira de estrada
rodopiando seu vestido azul.

Seus olhos igualmente azuis me mostravam
o mar que nunca tinha visto.

As águas bravias buscavam
brechas entre as rochas.

Ao fundo se ouvia o trovão e o relâmpago
iluminando a noite celeste.

Queria-te naquele momento
para encher meu coração de ternuras.

Perdido em meio ao nada
de sentimentos e imagens belas.

que só você as poderia trazer
para mim de maneira serena.

As montanhas eram sombras
e as árvores fantasmas.

povoavam meus medos mais
secretos de infância.

A areia se via ao longe dando
um contorno suave à paisagem.

Suas longas madeixas louras,
lisas e brilhantes me ofuscavam.

nos meus mais loucos desejos
de tocá-las e carregá-las.

contra o meu rosto já marcado
pelo duro modo do ser selvagem.

Suas formas desenhavam silhuetas
na parede e no chão.

As curvas se delineavam de forma
abrupta na cintura e quadril.

Todas elas criavam em minha
mente mensagens subliminares.

Das que não se esquecem nem em
todas as vidas que nos vêm.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Ele


Snow Lovers - Ernst Haas
Toda vez que eu o encontro ele me pega em seus braços. Faz de uma maneira que eu me sinto protegida, envolvida. Seus abraços são fortes. Os beijos são, ora suaves, deslizando nos meus lábios os seus, ora intensos e profundos. Sempre que nos encontramos, fecho os olhos e tenho vontade de me entregar. Ele me diz linda. Em seus olhos leio a ternura e carinho que tem por mim.

Podemos estar em qualquer lugar, mesmo no meio da rua, pouco resisto às suas investidas. Aos poucos, depois de alguns poucos minutos, estou lá eu, em novo estado, excitada.

Estou quente e meio que embriagada. Tenho vontade enorme de ficar, ficar, ficar... Permanecer ali, juntos.

Num breve instante ele me faz tão bem. Primeiro o ego, depois o meu lado mulher, antes adormecido. Me vem um desejo de estar a sós com ele. Num quarto, mesmo que só abraçadinhos. Imagino assim, nua e envolvida ou o envolvendo mesmo que sem fazer mais nada, só curtindo o momento. E pensar que eu nem gostava tanto de ficar de “conchinha”. Mas, com ele isso muda.

Ao mesmo tempo em que sonho com esse momento, sei que depois, as coisas são mais agitadas. Entramos devagarzinho no quarto, mas daqui um tempo, ficamos mais e mais estimulados. A hora de aparente tranqüilidade se esvai. Tentamos, nem sei porque nos segurar, pois acabamos arrebatados. Percebendo o momento íntimo sem travas, sozinhos, com nada a nos perturbar quero-o logo dentro de mim. Num quarto nossa lascívia se faz presente. Dou muito tesão nele.

É muito bom tê-lo em mim. Sou preenchida. Ele vem ora brando, ora forte. E encosta lá no fundo. É um misto de dor e prazer. Algumas vezes me perco, e enlouquecida me mexo sem parar. Esfrego-me nele. As pernas ficam desorientadas e vão desarrumando a cama já mal feita. Os braços o apertam, as unhas por vezes em um descontrole lhe riscam suas costas. A boca pede em algumas ocasiões beijos, em outras morde-o com vontade no braço. Deixo-lhe com marcas roxas. Brinco e digo que é minha marca registrada. Meus gozos sempre tão complicados e difíceis agora mais comuns. Não mais esperava ter novas sensações como estas.

Na cama, brincadeiras se sucedem, ele me toca e me estimula, é algo intenso. Retorço-me, clamo por parar, mas quero mais. Foi-se a moderação, receio machucá-lo. Ele pede mais descontrole, xingo-o de desgraçado. Falta-me o chão naquele segundo. Estou em suas mãos. Tenho verdadeiro pavor de me sentir entregue.

Gosto muito dele, sinto-o como uma pessoa de boa índole, mas tenho medo, muito medo. Seus toques, seu sexo, suas intervenções me atordoam, não posso ficar na mão dele! Mas, ele pede: "solte-se, se descontrole, eu quero muito você".

Por vezes realmente entro num frenesi. Faço amor de maneira ensandecida, sou fogo e ardo. Ele se esgueira, mas com um sorriso, mostra que está gostando do que vê. Sinto-me inteira, mulher. Mulher como faz muito tempo não era. Olho para os espelhos, no teto e à frente e reparo nos seus movimentos, no seu corpo. Agora também sou uma voyeur. Ele me penetra, faz movimentos, circulares, lentos, rápidos... Me deixa em tensão. Vez por outra dá uma estocada mais forte e extensa daquelas que me rasgam. Sinto-me pequena para ele. Seus suores me caem nos olhos, mas não incomodam.

Agora tenho vontade de deslizar minha boca pelo seu corpo, pelo seu sexo, e bem sei que poucas vezes me senti tão à vontade com isso.

Nossos momentos são curtos, mas intensos, em poucas horas nos engalfinhamos, nos entrelaçamos. Gostamos de ficar abraçados. Os abraços, no entanto são pequenos instantes, pois lá está ele novamente a me provocar. Aliso-o e já estamos novamente... Pouco a pouco nos cansamos.

Nossa química é boa ou será perfeita? É verdade que ainda nos tateamos, pois pouco nos exploramos. Estamos nos conhecendo. Entretanto, alguns toques já indicam alguns atalhos decifrados, muito falta, porém. Está tudo maravilhoso. Por que me sinto assim com ele? Quero me conter e não consigo. Meu desejo por ele, o carinho e a vontade de querê-lo bem me conquistaram.

Sei que ele é um bom homem, e que não irá me machucar, mas a sensação de desgoverno me assusta. Mas, é claro que em mais algum tempo irei me soltar, pois sei que assim poderei dar-lhe mais prazer. Estou completa.

Nos divertimos, ele é meu homem, carinho e bem-querer.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

No meio do paraíso I – Impossível se acostumar

Pool in a Harem, Circa 1876 - Jean-Leon Gerome
Vivo num prostíbulo, na verdade um local que abriga meretrizes seria o mais certo. Estão lá mais quinze mulheres. É uma casa enorme. São seis quartos. A toda hora tem gente em casa. Elas passeiam nuas ou só de calcinha, já nem se importam mais com a minha presença. Na verdade, nem todas fazem isso, têm duas que jamais admitiram passar na minha frente sem roupa. Acham que podem perder o meu respeito ou sei lá o quê.

Quase todas são lindas, algumas nem tanto, mas seus corpos chamam a atenção de qualquer um. Já tive caso com três delas e sinceramente não posso dizer que me arrependi, foram experiências memoráveis. Nunca passaram de amigas ou “amantes”.

A todos os homens que conto sinto uma ponta de inveja e trato logo de dizer que não é tão bom assim – claro que ruim também não é. Vejamos ver mulheres nuas ou seminuas não é ruim, ainda mais diante do padrão que tem lá em casa. Mas, por outro lado, nunca posso dizer onde moro para mulheres, principalmente as que me interessam ou com quem saio eventualmente. Namorar então é bastante complicado. Qual a mulher sensata que não vai implicar com a situação?

Minha situação com as meninas é amistosa, sou o mais antigo morador dessa república. Não são permitidas festas, namoros ou orgias, embora todos saibamos que todas trabalham na noite - com sexo. Tudo começou lá atrás em 1998, quando fazia faculdade e aluguei eu e mais seis colegas – todos homens – a mansão – como costumávamos chamar. Além de mim, mais cinco estudávamos todos na mesma universidade. O outro era um amigo que fazia engenharia em outra instituição. Aliás, somente eu que insisti na área de humanas – péssima idéia – todos eram da área de exatas. Bem, o tempo foi passando fomos aos poucos se formando e arrumando trabalho, digo, eu não, fazia um estágio chinfrim – hoje vivo de frilas - mas era tudo que tinha conseguido e com muito esforço. Vendo o cerco apertar, fui comentando que quem fosse sair que arrumasse alguém para sucedê-lo para que os demais não ficassem na pindaíba. Esse era o trato! A totalidade original saiu, exceto eu, o ferrado e mal-pago. Sei que em um dado momento os grupos foram se modificando até que de uma só vez uma galera saiu e por um contato numa termas, fizeram um ajuste que acolheu essas meninas em casa.

De início achei uma maravilha, todas desinibidas, carinhosas, carentes e que falavam comigo já me provocando, algumas com selinhos, outras com abraços e esfregadas mais travessas. Aos poucos aquilo foi me deixando louco. Nem saía mais de casa. Sair para quê se o paraíso estava lá? Era ficar no corredor ou na ante-sala e apreciar as vistas e desfrutar dos carinhos. Nessas horas me sentia um sheik árabe com suas concubinas.

Não demorou muito para que algumas me tirassem um pouco mais do sério e acabassem num motel. Mas foram poucas, as duas primeiras foram sensacionais. Muito amor, pouco compromisso e muito suor. A terceira foi ótima, exceto por um pequeno grande detalhe. Ao acordarmos no dia seguinte da noite de prazer, ela disse: “são duzentos reais”. Pensei que fosse brincadeira, afinal nem passou pela minha cabeça ter contratado tal serviço. Ela insistiu. Falei então que não pagaria e que a diversão tinha sido boa e igual para os dois. Fechou a cara, levei-a de volta e nunca mais nos falamos direito. Depois disso evitei e continuo evitando ao máximo encontros com qualquer uma delas.

Entre as meninas também existem as engraçadinhas, as que provocam, vão até o meu quarto, nuas ou quase e perguntam: “O que você acha? Estou bem?”. Desgraçadas, só para me provocar! Saem depois rindo, pois sabem muito bem minha resposta e qual é o meu olhar. Acho que nunca vou me acostumar a ver mulheres bonitas, nuas e não ficar balançado.