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segunda-feira, 2 de junho de 2008

Depoimento

Fê,

em sua pele me pego em devaneios, deslizo minhas mãos pelas penugens das coxas para devagarinho teu sexo encontrar. Molhada, trôpega, tremendo em prazeres sinto seu corpo num toque meu. Arrepios dos pêlos das pontas dos dedos meus provocados. Assinto com o meu membro que rispidamente se endurece num contato com suas leves e pequeninas mãos. Me junto a você e de vontades nos conduzimos. Num ritmo lento e depois frenético e bem entoado. Penetro-te e seus olhos primeiro se reviram, depois se fecham para melhor sentir. Acendem dois brilhos verdes e os admiro e morro em êxtase e amor!

L.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Onde o carinho e o desejo se encontram

Desde o primeiro instante que te avistei gostei do seu sorriso. Cativante e alegre adentrou pelo portão que eu mesmo fiz questão de abrir.
Recepcionei-te com igual largo sorriso.
Estava atrasada, mas com um brilho.
Começamos a conversar, nos conhecíamos ou não, mas o que importava, estávamos ali um diante do outro.
Entreolhamos-nos, quase que num prenúncio. Conversamos um pouco, tiramos mal tiradas fotos e rimos um pouco. O clima de reencontro nos aproximava. Sem amores, libertos, trocávamos papos sem compromisso.
Saímos do ambiente que nos levou ao encontro. Fomos a um bar, pedimos um chopp para soltar um pouco. Sem interesses primeiros e sem malícia fomos adiante por vários assuntos. Ficamos ali por seis horas e pareciam só quinze minutos!
Peguei sua mão, existia um amor, da infância meu e nascendo naquele instante em você. Seu corpo estremeceu, eu gostei do toque nas pequeninas mãos e queria repetir.
Foi o momento do início, do encontro entre carinhos e desejos, enfim chegávamos ao amor por tantas vezes procurado ao longo de nossas vidas!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ao fim

O concreto o jogava ao mar
O espremia para sempre
As algas escorregavam
O forte era fraco agora

As ondas o batiam
De madeira se parecia
Nas cores do céu
Tremulava ao som do vento

Criava emoções, vivia
Sua história ali presente
Em suores e sangue
Trabalho e esforço

Seguia seu rumo
Parecia à deriva
O comando acima estava

Olhava para relva ao longe
As árvores lhe pareciam mais distantes
Chorava, pelos lados escorria

Fechava os olhos para sentir melhor
Só queria ser feliz
O que havia de mal nisso?

E seguia o barquinho
Lá no horizonte
Bonito e simpático
Como ele nem sabia

Da areia, alguém o amava muito
E o observava sempre no alvorecer do dia

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Grande Ilha

Dos amores
Dos ventos
Dos pássaros
Das chuvas
E dos beijos esfuziantes

Nas trilhas caminhamos pelas matas, pelas grades das fugas impossíveis e dos mares verdes e azuis.

Dos pescadores, ondas, e mar bravio. Espirrando água para todos os lados. Arrepiando as peles transformando o belo em sublime.

Vertiginosamente lembrei
Do helicóptero a transpor a Lagoa

Lembranças do paraíso no êxtase.
Seis dias de aconchego e fricções.
Cabiam mais dois nos sonhos.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Similaridades

Diz a Stãel que os primeiros amores não são os mais fortes porque nascem simplesmente da necessidade de amar. Assim é comigo; mas, além dessas, há uma razão capital, e é que tu não te pareces nada com as mulheres vulgares que tenho conhecido. Espírito e coração como os teus são prendas raras; alma tão boa e tão elevada, sensibilidade tão melindrosa razão tão reta não são bens que a natureza espalhasse às mãos cheias pelo teu sexo. Tu pertences ao pequeno número de mulheres que ainda sabem amar, sentir e pensar. Como te não amaria eu ? Além disso tens para mim um dote que realça os mais: sofreste. É a ambição dizer à tua grande alma desanimada: "levanta-te, crê e ama; aqui está uma alma que te compreende e te ama também". A responsabilidade de fazer-te feliz é decerto melindrosa; mas eu aceito-a com alegria, estou que saberei desempenhar este agradável encargo.

Trecho de Carta para Carolina - Machado de Assis (2 março de 1868)

sábado, 10 de novembro de 2007

Encontro

Se falas das mãos, digo sobre a alma.
Das almas amorosas, empertigadas de amor
Criaturas de encontros na escuridão
Entregues, completas, sem temor

Dos toques e olhares ternos
Um mundo crível, o externo
Aqui tudo maravilhoso
Envolto em prazer, gozo!

No dormir um encantamento
Jamais sentido e percebido
Totalmente saídos do corpo
Sonhados momentos de vida

Criados na mente, realizados
Em tempos remotos, não! Já!
Venha cá
Venha me amar

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Pureza

Quando te vejo entre os lençóis, o primeiro sentimento que vem é a ternura. Olho para teus cabelos e os acaricio. Sinto a energia ao tocar.

Fico absorto. Querendo o teu ser. Sentir tuas emoções. Transmitir amor.

Nas pernas deslizo minhas mãos. Subindo. Nas costas a cintura e o arrepiar do teu corpo. Mexendo contigo, um requebrar e um sorriso se mostram. Aquecem.

Pelas coxas vai caminhando meu olhar, percorre. Vai profundo o desejo. O tesão. Em ti vou me encostar. Sentes minha pele febril, se acomoda, encaixa.

Nas curvas que presencio a tua nudez, percebo a beleza da mulher que um dia vi menina. Nas rendas o charme da garota que seduz e chama para o amor. Mulher. Vontades. Menina. Carinho. Proteção. Mulher. Bem-querer!

Pureza.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Caminhos

Sentada nesta pedra eu estudo
Os caminhos que percorri
Percebo no meio de tudo
O último que eu escolhi

Já não tenho na lembrança
Quantas vezes me fez sorrir
Nos seus olhos há esperança
De um novo caminho seguir

Livre voa o meu sentir
Preso ao seu corpo viril
Não consigo mais mentir
Meu corpo delator é febril

Quantas vezes na demanda
Você, eu lhe fiz feliz?
No coração ninguém manda
Nós estamos por um triz!

O fim para nós não importa
O querer se faz presente
E junta estarei até morta
Amando-lhe eternamente

Ela

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Fábulas?

Nas curvas da estrada passo suavemente, passeio. Caminho com as mãos pelo mapa. Folhas espalhadas pelo chão. Sinais de romance no ar. O sonho está rondando. Os meses se passaram, mas o que houve aumentou. Fazer e fazer.

Semeando o livro, os contos vão se sucedendo, fatos, lugares marcantes. Está tudo na memória. Mais sentimentos se acumulam, o que há é incontrolável.

Os olhos brilham, as mentes se abrem, o pensamento voa e lá estão as lembranças. Boas recordações guardadas e reavivadas a cada instante. Fortes como sempre. Parecem se mexer, retransmitem, novamente.



Há o que há. Inconteste. Dentro do peito a menina segura firmemente o músculo a pulsar.

Quer e sabe que quer, mas resiste. A carruagem se aproxima, o conto de fadas é atual. O vestido é lindo, verde. Traz consigo organza. Também é inconteste a beleza da jovem. Olhos fulgurantes, flamejam tudo em volta.

Fica ali a admirar a paisagem dos dois morros e baía a emendar com o belo Sol a raiar. A paisagem está quase completa, falta ela conhecer a árvore que um dia morta, voltou a florescer. Fruto da força mais forte que existe no universo: o sentimento sincero do...

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

23 horas

Quando for 23 horas em ponto
E por acaso fechares teus olhos
Surgirá uma luz lilás
Enxergarás no interior minha imagem
Verás o meu rosto e o meu sorriso

E se te agradares desta visão e imagem
E permaneceres com teus olhos fechados
Os meus olhos dentro dos teus olhos
Faiscarão como as estrelas cheios de amor

E neste incrível prisma passarás a sentir
Sendo 23 horas em ponto
Sentirás o toque de nossas mãos
Amigas e companheiras - ÚNICAS!

O calor dos nossos corpos
Que se buscam e se encontram
O cheiro perfumado de nossas peles
E as gotículas dos suores misturados

E ainda de olhos fechados às 23 horas
O doce e possessivo sabor dos nossos beijos
E se por acaso nesta hora em ponto
E tu com teus olhos fechados estiveres

Saberás que todo este êxtase
Estará sendo emanado por mim
Que pontualmente fecharei os meus olhos
E mentalizarei as mais lindas preces pra ti.

E se assim nos acontecer
De fecharmos nossos olhos
Às 23 horas em ponto
Não estaremos sós.

Ela
Do nada surgiu o Homem
Nada de brilhos ou brios

Surgiu singelamente
Verdadeiro presente

Estava tão distraído
Sem perceber o ocorrido

Entre encantos e magias
Estava na fantasia

Olhos se cruzam
Almas se vêem

Corpos em arrepios
Alertam aos desafios

Coincidências?
Fatalidade?

Apenas à Natureza
Com toda sua beleza

Ela

Amor infinito

Qual a menina passeia
Navego sem ficar mareado
Do barco me granjeia
Alegre, me sinto amado

Ela vem por aí, vagueia
Mesmo no trabalho duro
O amor sempre semeia
Aqui e agora, no futuro

E até de noite exaurido
Remexo de lado e doutro
Sou sempre seu marido

Na cama me sinto outro
Aclimatado em pernas
De felicidades eternas

domingo, 7 de outubro de 2007

Scraps

Fez-se o amor num instante
Longarinas rascantes
no mar revolto
Tomo, e absolto

Foi-se chegando, tomando
espaço, se firmando
Repentinamente lá estava
Coração em punho ocultava

Sons Meireles, oitava
Violinos se escutava
Alma se abria
Momento se repartia

Vestido e fantasia
Amor, dedicação
Tudo nela queria
Veio meu furacão
----
Uma poesia se aclama
Vêm de todos a quem ama
Busca no ser um sentimento
Forte e terno momento

Se acomoda no peito
Na intrépida Fortaleza
É largo amor, sem estreito
Na mais interior beleza
----
Oh! Bálsamo encantado dos suores seus
Embala meus sonhos, me alivia
Nos corações a entrevia
Dos amores de Julietas e Romeus
----
Encontro-te
Abraço-te, te elevo
as perninhas balançam no ar
O beijo vem forte e profundo
de saudades
Os lábios se expandem
A felicidade toma conta
Está nos rostos
Igual ao do “porta-retrato”
Os olhos brilham de Amor
Os corações apertadinhos da manhã
Mudam o compasso
Tocam ao som dos violinos
Depois vêm os tambores e
as guitarras estridentes
Para ao final voltar ao piano
Da ternura.
----
Te quero muito mulher
Com todas as forças te quero
Compartilhar todos os momentos, te quero

Apertar-te, te quero
Abraçar-te, te quero
Beijar-te, te quero

Olhar-te, te quero

É muito bom ser amado por você.
E retribuir com o que há de melhor em mim,
meu amor.
----
Entre suas pernas me entrego
No céu áureos coruscantes
Vejo estrela Vega mesmo cego
Sinto suas mãos e boca devorantes
----
A busca do poeta

Em frente à mesa
O poeta em busca
Da rima, ele arranja
Não mais o ofusca

A palavra vem, sai
Some, é fugidia
Mas, não se esvai
Ela já está ali

Olha para ela
A sente, percebe
Nota sua aura
“Voa” pirabebe!
----
Sonhos na Noite à Meia Luz

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha
----
Quando o Sol raiar
O seu brilho será mais intenso
E as raparigas se ofuscarão
As barcaças passearão
No Rio Tejo

O Minho estará aceso
Numa explosão de alegrias
As gurias te olharão
Como uma rainha
Que és e sempre serás
No meu coração
----
Agora

Quero te inundar de beijos
Sentir teu corpo
Abraçá-lo e sentir te junto a mim
Num abraço apertado perder a noção de tempo
Puxar os sentimentos mais fugidios para dentro do meu ser
Captar as boas vibrações vindas dos céus
Transmitir a ternura dos deuses
Passar o que há de melhor no mundo para você
Poder no amor te dar a alegria mais completa
Fazer-te a mais feliz das criaturas
Tudo e agora!
E sempre!
----

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O poeta e a poetisa

Um poeta e uma poetisa, que mais lírico e lindo amor poderia existir?

De desejos e afetos,
Ternuras e lençóis,
Vontades e beijos,
Abraços e olhares

Te quero e te tenho para sempre,
Em meu coração e junto ao meu corpo
Para que as noites sejam mais felizes
Para que os dias façam sentido.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Sonhos na noite, à meia luz

Se olvidas ó meu amor
Do reluzente esplendor
No que mais acreditas
Senão no meu amor?

Fundas o terço no peito
Paras no parapeito
Na janela acendes
Aqui me estendes

Na cama paro, olha
Pernas nuas e toalha
Dobra do joelho
Aqui em vermelho

Vem gata, me arranha
Lábios e me abocanha
Puxa uma cigarrilha
Pecado e panturilha

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Meu Néctar

Quero dar felicidade
Amar teu ser
Na minha idade
Que bom ter...

Sonhar teu sonho
Amar teu amor
Coração eu ponho
Com todo ardor

Momentos de agora
De intensa paixão
Lembranças de outrora
Do teu coração

Na busca incessante
De tanto querer
À esperança radiante
De a vida trazer

Viver é amar
Aprender a doar
O amor encontrar
Milagre no ar

Eu não vou sofrer
Por te querer
Entrego meu ser
É viver ou morrer

Ela

Agora

Quero te inundar de beijos
Sentir teu corpo
Abraçá-lo e sentir te junto a mim
Num abraço apertado perder a noção de tempo
Puxar os sentimentos mais fugidios para dentro do meu ser
Captar as boas vibrações vindas dos céus
Transmitir a ternura dos deuses
Passar o que há de melhor no mundo para você
Poder no amor te dar a alegria mais completa
Fazer-te a mais feliz das criaturas
Tudo e agora!
E sempre!

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Fê - VI

Que fazes tão longe de mim?
Espero-te num pulsar sem fim
As nuvens se juntam aqui e ali
E eu continuo a pensar em ti

Se pensas que não é verdade
Juro por tudo está em volta
Mesmo, sem nenhuma vaidade
Do coração você não se solta

Vem para cá, fica perto
Estou de peito aberto
Das flechadas já tomei

De seu amor sempre hei
Ficar ao lado abraçado
Mais feliz e soçobrado

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Os dois

Deslizam
Esfregam
Rasgam
Enfeitam a noite com sorrisos e beijos
Correm para o amor
Enfeitiçam os transeuntes
Trazem felicidade e bom humor
Aplausos
Gracinhas
Piadas
Gracejos
Par romântico como pouco se vê na cidade
Transbordam viver
Agradam
Bonitos de ser ver
Beijos amorosos
Carinhos ternos
Apertos sensuais
Enamorados
Parecem que quase não vêem
Rodam em volta de si mesmos
Olham
Entreolham-se
Pensam no anoitecer
Acordam na manhã
Distraem-se
Risos
Bobagens
Alto astral
Querem o bem-querer
Dividiriam se possível fosse
Amigos e carinhos
Andam aqui e ali
Param só para ósculos
Frenéticos, agitados
Combinam-se
Saudades mesmo antes do desencontro
Coração amargurado na manhã
Felizes no dia seguinte
Vai o ciclo do amor

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Fê - VI (cinco minutos)

Mais bela que as mais belas
Bela de espírito, bela de corpo
Sublime na cama e nas pernas
Não canso nem tropo

Ficamos felizes juntos
Brilhos nos verdes olhares
Nas salas e no mundo
e para sempre nos mares